
Casal é preso em Brasília por golpe com loja falsa de celulares
Por Rian Gabriel, responsável pelo marketing da Thiago Imports
Resumo
- A PCDF prendeu um casal suspeito de vender celulares que nunca eram entregues.
- A dupla montava uma "loja cenográfica" só pra fotografar e passar confiança nas negociações.
- A polícia bloqueou cerca de R$ 20 mil em ativos financeiros da dupla.
- Os investigados respondem por estelionato eletrônico, com pena de 4 a 8 anos de prisão.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, no dia 14 de agosto, um casal suspeito de aplicar golpes vendendo celulares que nunca chegavam ao comprador. A ação, batizada de Operação Reflexo, foi conduzida pela 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural) depois de vítimas em Brasília e outros estados denunciarem o esquema, segundo o Correio Braziliense.

Segundo a investigação, a dupla criava perfis falsos que copiavam a identidade visual de uma loja de celulares conhecida, e negociava a venda normalmente até receber o pagamento, quase sempre por Pix. Depois de receber o dinheiro, os suspeitos paravam de responder e bloqueavam a vítima nos canais usados na negociação. O aparelho, claro, nunca saía do lugar.
Uma "loja" só pra tirar foto
O detalhe mais chamativo do esquema é a estrutura montada especialmente pra enganar: a dupla teria criado uma espécie de cenário de loja dentro de um imóvel, só pra fotografar e filmar celulares, caixas e embalagens com aparência profissional. Esse material era usado nas conversas com as vítimas, dando a impressão de que existia estoque de verdade por trás do anúncio.
A polícia apreendeu aparelhos eletrônicos, caixas e embalagens usadas nas fotos, além de bloquear cerca de R$ 20 mil em ativos financeiros da dupla. Um dos suspeitos, um homem de 25 anos, já respondia a um processo parecido no Rio Grande do Sul; a mulher, de 22 anos, cursava o 7º semestre de Direito e, segundo a investigação, chegou a manter uma postura pública de combate a golpes virtuais nas redes sociais enquanto era investigada por aplicar o próprio golpe.
Como se proteger
O golpe se apoia inteiramente em aparência de legitimidade: foto bonita, resposta rápida, perfil que parece profissional. Nenhuma dessas coisas garante que o produto existe de verdade. Antes de pagar, vale desconfiar de preço bem abaixo do mercado, pedir nota fiscal, e preferir sempre uma loja física com endereço fixo e CNPJ verificável, em vez de fechar negócio só pelo WhatsApp ou pelas redes sociais com um perfil desconhecido.
Os investigados responderão por estelionato eletrônico (artigo 171, parágrafo 2º-A do Código Penal), com pena prevista de 4 a 8 anos de prisão, além de multa.
Fonte: Correio Braziliense.
Leia também
-
Mercado de importados
Vazamento aponta iPhone 18 Pro até US$ 300 mais caro que o atual
O analista Jeff Pu, da corretora GF Securities, projeta um aumento de até US$ 300 no iPhone 18 Pro, puxado pelo custo do chip e da escassez global de memória. É rumor de mercado financeiro, não confirmação da Apple, e outros analistas estimam alta bem menor.
Ler notícia -
Mercado de importados
Dólar recua a R$5,15 nesta semana e pode baratear eletrônicos importados
O dólar fechou a semana cotado a R$5,15, no menor patamar em semanas. Entenda o que motivou a queda e como isso pode, aos poucos, refletir no preço de aparelhos importados.
Ler notícia -
Mercado de importados
Crise global de memória RAM: por que celular, notebook e TV estão mais caros
A corrida das big techs por chips pra treinar inteligência artificial fez o preço da memória RAM disparar até 400% desde 2024, e o efeito já chega no preço final de celular, notebook, TV e console. Analistas só esperam alívio a partir de meados de 2027.
Ler notícia